terça-feira, 31 de março de 2009
Correios - 23/03/2009 a 27/03/2009
Essa semana foi tranquila, apenas dois fatos dignos de nota. Para relembrar a semana anterior, 16/03/2009 a 20/03/2009, a única coisa esquecida foi o volume de correspondência que foi alto. Chegou o fundo de garantia. São milhares de cartas para serem entregues e dão muito trabalho. Além disso, todo mês a chegada das contas telefônicas também causam certo trabalho, dado ao grande volume que se junta a correspondência diária normal e, com prazo expresso de entrega, já que tem data de vencimento. A diferença é que as cartas do fundo de garantia vem a cada dois meses.
Um fato curioso foi que ao tentar entregar um registrado em uma casa, aprendi a esperar, mais ainda do que já faço. Toquei a campainha por duas vezes, com intervalos, não ouvi vozes nem passos. Preenchi o aviso de entrega e continuei a entrega em U. Ao estar quase dobrando a esquina, ouço uma senhora me chamar. Ela me perguntou se fui eu quem havia tocado a campainha, ao que afirmei. Disse -me que toquei e saí muito rápido, que devia ter mais calma. O percurso entre tocar a campainha pela primeira vez e entregar cartas naquele trecho deve ter durado uns três a quatro minutos. É muito tempo para mim. Não para aquela senhora. Ela tinha razão, devo andar mais devagar, rs.
O segundo fato refere-se ao transtorno que tive no guichê do Expreso de Prata alguns dias atrás. Na quarta-feira, 25/03/2009, recebi um e-mail da empresa dizendo ter advertido a funcionária. Na sexta-feira, 27/03/2009, recebi uma ligação me informando que além da advertência, ela havia sido desligada da empresa. O supervisor constatou que havia mais reclamações e que sua permanência na empresa era desnecessária. Num primeiro momento, uma onda de prazer invadiu minha alma, algo como, justiça foi feita. Num segundo momento, fiquei pensando se era culpado por sua demissão. Num terceiro momento decidi que apenas fiz meu papel de usuário, que denunciou o mal comportamento de um profissional. Até mais D. Eva, sucesso no novo trabalho!
Aviso de entrega: Para todo objeto registrado normalmente são feitas três tentativas de entrega, algumas excessões são cartas do Forum. Quando o destinatário não é encontrado, é deixado um aviso, que descreve a tentativa, dia e hora, além de avisar a próxima vez que o carteiro irá passar. Com esse aviso, junto com um documento de identificação com foto, é possível ir até o local indicado no papel, dentro do horário estipulado e retirar o objeto no balcão.
Entrega em U: Normalmente esse trajeto compreende ir por um lado da rua, par ou ímpar, até determinado trecho, e voltar pelo outro lado, ímpar ou par.
É isso, fico aqui, você aí. Abraço!
Paulo Xaparral - msn: pauloxaparral@hotmail.com
terça-feira, 24 de março de 2009
Correios - 16/03/2009 a 20/03/2009
Essa semana contou com alguns acontecimentos interessantes. Antes que me esqueça, um acontecimento semana passada, juntamente com dois dessa semana, me fizeram refletir o temperamento e as atitudes do ser humano ao se descontrolar por motivos fúteis. Quando nos deparamos com tragédias na telinha da TV ficamos impressionados e nos perguntamos como aquilo pôode ter tal desfecho. Andando pela rua, as vezes, tenho algumas respostas. É como aquele filme, Um dia de fúria, que pessoas comuns têm atitudes dignas de repúdio, se achando no direito de menosprezar quem lhe serve.
Acontecimento da semana de 09/03/2009 a 16/03/2009.
Fui entregar um objeto registrado em uma casa. Ao bater palmas a moradora me interpela, "você espera eu atender o telefone?", ao que lhe respondo, de forma automática, "não". Ela então vêm ao portão, resmungando que eu era um apressado, que os outros carteiros sempre esperam, que eles são legais e eu era um chato. De bate pronto digo, "me desculpe senhora, mas não tenho obrigação de esperar ninguém ao telefone, tenho muitas cartas para entregar". Isso foi o estopim para ela explodir em fúria dizendo que eu era um grosso, um mal educado, que ia reclamar de mim no Correio, o que de fato aconteceu, ela foi reclamar com o gerente, é um direito dela. O fato é que fui chamado de chato só por que não fiz a vontade dela, que estava em sua casa, numa boa, tranquilinha, e eu camelando na rua, debaixo de sol e com uma tonelada de cartas e registrados pra entregar. E ao responder a pergunta dela, virei um grosso e mal educado. Tá valendo.
Fatos dessa semana, que não tinha 13, mas múltiplos de 3.
Segunda, 16/03/2009
Chego em Jaú e me dirijo ao guichê do Expresso de Prata para comprar minha passagem pra Brotas, algo que faço há mais de cinco meses, desde que entrei no Correio, e sou agredido verbalmente pela atendente, e, por pouco, fisicamente. Tudo por causa que, ao querer pagar com cartão a passagem, a resposta de forma grossa e estúpida foi, "não tá passando cartão". Bem, automaticamente disse pra tirar a etiqueta de cartão do vidro, já que isso configura desrespeito ao consumidor, uma falsa informação. Essa atendente, uma senhora, há 5 meses me atende mal, mas de uns dias pra cá se superou. Disse que eu era problemático, se tinha problemas em casa pra resolver lá e não estressar ela que acorda cedo pra trabalhar, eu não acordo as 4h30 da manhã toda segunda né???, e ameaçou jogar um grampeador. Disse-lhe que atirasse, que chamaria a polícia, ao que ela simplesmente respondeu, "pode chamar". Disse que ia reclamar na empresa, ela ignorou, dizendo que só recebe elogios de todos, e, apenas eu, reclamava dela e perguntou qual era meu problema. Disse-lhe diretamente que era ela, que me atendia mal e era grossa e estúpida. Minha sorte foi ter uns trocados e pagar em $$ a passagem. Bem, em 18/03/2009 mandei um e-mail para a empresa Expresso de Prata cobrando uma atitude em relação a isso, que até o momento em que escrevo esse post, não me deu satisfação sobre o assunto. Tal acontecimento foi visto pelas pessoas na fila do guichê ao lado, da Reunidas.
Quinta, 19/03/2009
Chego em um comércio para entregar um registrado. Anúncio minha presença por duas vezes mas não sou atendido. Ouço vozes ao fundo, um açougue. Então cometo um erro gravíssimo, bato palmas. O dono aparece, furioso, dizendo que sou apressado, sem educação, etc. Diz que quando vai na agência do Correio demora pra ser atendido e que eu quero ser atendido na hora, que ele tem mais o que fazer e era minha obrigação esperá-lo. Isso em alto e bom som, ou melhor, berrando. Eu tento contornar a situação dizendo, "senhor, calma". É a senha para irritá-lo mais ainda. Ele diz, quase berrando, "eu tô calmo". Se recusa a receber o registrado, mas depois volta atrás e recebe. Coloca o nome e o R.G. tremendo. Certamente estava discutindo com alguém e descontou em mim sua ira. Digo que se ele tem alguma reclamação, para procurar o gerente da agência, ao que ouço que não adianta, que nada funciona.
Bem, essa semana foi terrível. Me peguei pensando se sou chato, mal educado, sem educação. Me lembrei que trabalhei 15 anos no comércio e já vivi muitas situações desagradáveis, em algumas estava com razão, em outras estava errado. Mas num período de tempo tão curto, menos de dez dias, é a primeira vez que tantas coisas assim acontecem.
Bem, pra descontrair, uma piada. Um cachorro daqueles que você quase pisa em cima quando está na rua de tão grande, mas que parece um pitbul atrás do portão e que fora dele parece um gatinho, estava descontraído, eu passando, fiz Búúú, e o cachorro toma um puta susto. Bem, um dia da caça, outro do carteiro, rs!
É isso, fico aqui, e você ai. Abraço!
Paulo Xaparral - msn: pauloxaparral@hotmail.com
quarta-feira, 18 de março de 2009
Correios - 09/03/2009 a 13/03/2009
Essa semana foi tranquila, nenhum acontecimento digno de nota para ser comentado.
Bem, a não ser que fui parado por uma pessoa que não conhecia. Veio me fazer um elogio por um comportamento referente a minha posição sobre um assunto, onde o tema é religião. Bem, um elogio é sempre um elogio, melhor que uma crítica. Deixou meu dia feliz.
Sexta feira 13 é algo mágico, místico, etc, mas confesso que adoro sexta 13. Nesse ano de 2009, fomos brindados com duas, uma em fevereiro e outra março. E justo nesse dia, uma campanha para captação de doadores de medula óssea aconteceu aqui em Brotas. Um pessoal do hospital de câncer de Barretos esteve aqui para fazer o cadastro no banco de dados mundial de doadores. Por acaso, fui o primeiro a fazer a doação na praça Amador Simões. Fazer o bem, sem olhar a quem.
Um dos meus passatempos aqui é a lan house do Gerê. Tenho ouvido muito a Last.fm. Para quem não conhece, acesse: www.lastfm.com. Você faz sua programação, criando sua biblioteca e estações diversas. É simples de usar. Se gosta da música, clica no coração. Se não gosta, clica na bolinha cortada.
É isso, fico aqui, e você ai. Abraço!
Paulo Xaparral - msn: pauloxaparral@hotmail.com
domingo, 8 de março de 2009
Vida de carteiro
Há quase cinco meses em nova profissão e nova cidade já vivi situações no mínimo curiosas. Para quem não sabe, o Paulo Xaparral que era relojoeiro agora é carteiro. Ou melhor, sou Agente de Correios, função: Distribuição e Coleta. Mudou apenas o nome, mas o trabalho do carteiro ainda é a mesmo.
Como é de costume contarei milagres, mas não o nome dos santos. Sempre que acontecer algo interessante, vou postar aqui, e na medida do possível vou explicando alguns pormenores da profissão.
Segunda feira, sentado no bar curtindo uma loira gelada pós expediente, eis que uma mulher cumprimenta meus colegas e a mim e faz o seguinte comentário, esse moço é bravo. Isso porque, na semana passada ao passar em seu local de trabalho, ela se recusou, de forma até grossa, a receber um objeto registrado alegando que não era para o setor em que trabalha, etc. Eu apenas fui direto e perguntei quem poderia receber, ao que a companheira de trabalho dela me indicou a pessoa.
Objeto registrado é todo aquele, pequeno ou grande, sedex ou não, em que a pessoa tem que colocar o nome completo, podendo abreviar o nome do meio, e por vezes o número do R.G. ou de qualquer documento com foto, que possa provar que a pessoa é maior de 18 anos.
Essa semana, um calor terrível na cidade da amizade, assim como é conhecida Brotas, e temos que ter uma paciência além da necessária. Ao entregar um objeto registrado em uma casa aconteceu algo curioso. Bati palmas e anunciei minha presença, ao que a moradora me indaga, você espera eu atender o telefone? De bate pronto respondi que não. Hum, nem imaginava a confusão que acabava de me meter. Vem ela, receber o objeto e já dizendo, que os outros carteiros são legais, que eles esperam e que eu era chato opr não esperar. Hum, eu já respondi, tentando explicar, que não tenho obrigação de esperar ninguém ao telefone, que tinha muito a fazer. Ela ficou mais irada ainda, e de chato, passei a ser mal educado, e ainda recebi a boa notícia que ela ligaria na agência para reclamar da minha falta de educação, da minha grosseria.
Interessante, ela na sombra, eu na rua embaixo de sol e por não espera-la atender o telefone fui considerado sem educação. E não é que a pessoa foi até a agência fazer a reclamação?
Pra entregar um objeto registrado o tempo médio é de 1 minuto e 20 segundos.
Da próxima vez, vou concordar, porém, esperar hein... tá fácil!
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Barra Bonita, Brotas e a lenda do turismo
Trabalhando em Brotas há 4 meses, noto uma diferença crucial no termo "turismo", quando volto no final de semana para casa. Em Brotas existe o turismo. Já na Barra, existe a lenda do turismo. O que notei até agora foi uma sinergia entre agências de turismo de aventura (que oferecem atividades como rafting, rapel, arborismo, etc), hotéis, pousadas e o Poder Público.
Brotas tem recursos naturais que lhe proporcionam criar uma indústria de turismo de aventura conhecida em todo o país. O que se vê nos dias atuais, porém, é fruto da visão do ex-prefeito Orlando Pereira Barreto Neto, que vislumbrou nas atividades amadoras de fim de semana de alguns, algo que poderia ser fonte de renda para a cidade.
Um projeto de longo prazo foi traçado, onde a capacitação do pessoal envolvido foi crucial para profissionalizar os guias de aventuras e atrair um turista com sede de aventura, que encontra na cidade uma estrutura de qualidade, aliada a segurança, que é fiscalizada de perto, e punida quando necessário, pela prefeitura.
Olhando para Barra Bonita, não enxergamos algo que nasceu e fez sucesso e teve continuidade. Por motivos diversos, os ocupantes do cargo de prefeito impunham seu ritmo, o sucessor nem sempre continuava, talvez para não dar crédito a algo que foi criado num governo anterior.
Nenhum projeto de longo prazo foi iniciado. Vimos um pavilhão que custou milhôes de reais ser erguido, uma nova rodoviária está sendo construída, a reforma da praça Waldemar Lopes Ferraz ser realizada, mas não passou de uma praça após inaugurada, sem nenhuma novidade. Milhões foram gastos, não investidos, porém, o retorno para a cidade foi pífio.
O Natal se passou e mais uma vez vimos o imbróglio entre Comércio e Prefeitura sobre os enfeites natalinos. Para os comerciantes, é uma obrigação da Prefeitura enfeitar o comércio, já que recebe verbas do Estado por ser Estância Turística e deve investir para gerar mais impostos. Será mesmo obrigação da Prefeitura enfeitar a área central, ao invés da área turística?
A festa da passagem de ano foi um marco. Foi anunciada na TV, e ao final, a Prefeitura não contrata seguranças particulares nem disponibiliza homens da guarda municipal para a segurança do evento. Foi patético.
O atual prefeito, José Carlos de Mello Teixeira, tem tudo para fazer um bom governo, pois basta olhar para trás e verificar os erros diversos e seguidos de seus antecessores, inclusive os próprios quando ocupou o cargo.
Enfim, devemos exigir um projeto de governo, para o bem de nossa cidade, ou então, devemos nos conformar com a lenda do turismo, e nos feriados, visitar alguma cidade vizinha.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Cidade turística ou industrial?
Reza uma lenda, que ao assumir o cargo de presidente de uma empresa, o executivo recebeu uma carta, contendo em seu interior 3 envelopes. Editada pelo ex-presidente, saudava o atual e recomendava que em caso de necessidade extrema, usasse os envelopes lacrados, numerados de 1 a 3. Na primeira situação em que viu seu cargo em perigo, ele abriu o primeiro envelope, ao qual dizia para colocar a culpa no ex-presidente, estratégia que durou algum tempo. Algum tempo depois, vendo-se em apuros novamente, o executivo abriu o segundo envelope, que dessa vez lhe sugeria colocar a culpa na política econômica do governo. Mais uma vez, safou-se da situação. Ao surgir outra situação indecorosa, ele sorriu antes de abrir o terceiro envelope, certo de outra solução rápida, porém, suas feições se fecharam ao ler: "Após pedir demissão, faça uma carta de recomendação ao próximo presidente com três envelopes lacrados".
Esse ano, houve em todas as cidades brasileiras de até 140 mil habitantes, e algumas outras com população superior, o censo da contagem da população. A maior utilidade dele, é dar à União base para repasse de verbas de acordo com o tamanho da população do município, já que os dados estavam defasados, pois o IBGE normalmente realiza o censo populacional de 5 em 5 anos. Houve protesto de várias cidades quanto aos dados apresentados pelo instituto e nossa cidade não ficou atrás, já que a redução da projeção não foi a esperada e perderia quase um milhão de reais em repasse.
Como trabalhei como recenseador, posso indicar alguns possíveis problemas que ocasionaram a redução da população em nossa cidade.
1) O recenseador contou errado.
2) O morador deu informação errada.
3) O clima de insegurança no país.
4) A população está migrando de cidade à procura de emprego.
O recenseador recebe por produção, ou seja, quanto mais pessoas ele conta, mais ele recebe. Admitamos que houve erro. O mesmo seria para maior, não para menor. Porém, ao assinar o contrato de trabalho temporário, o recenseador garante sigilo e integridade das informações, ou seja, não passará nenhuma informação para qualquer pessoa que não seja o IBGE e não mentirá sobre os dados apresentados, correndo risco de ser processado judicialmente.
Pela má divulgação do Censo pelo Governo Federal, a população confundiu o Censo da contagem da população com o Censo demográfico, onde o primeiro não ocupava mais de 5 minutos do morador, já o segundo ocupava ao menos meia hora. Assim, com pressa, falta de tempo, etc, o morador omitiu a quantidade de moradores para ganhar tempo.
O clima de insegurança que assola o país inibiu os moradores em dar maiores informações, devido ao enorme número de golpes na praça por pessoas de má fé. Para isso, contribuiu além da má divulgação pelo Governo Federal, a falta de interesse da prefeitura municipal em ajudar na divulgação da importância do censo para o município.
Então, resta-nos admitir que a população dimunuiu devido à falta de empregos na cidade. Para não pensarmos muito, é só lembrar-mos que ficamos um longo período sem Diretor de Turismo e Diretor de Desenvolvimento. Então, voltando ao início do texto, nosso prefeito culpa o IBGE pela perda de habitantes. Justo não?
Pelos números oficiais extraídos do site do IBGE ( http://www.ibge.gov.br), a população de Barra Bonita no ano 200 era de 35.090 habitantes, e agora conta com 35.487 habitantes.
Por ser uma estância turística, nossa cidade recebe uma verba para manutenção da cidade. Mas, ao mesmo tempo, há alguns impostos que são maiores, para digamos, evitar a instalação de industrias que possam afetar as belezas naturais.
Pois bem, estamos frente a uma encruzilhada e é hora de decidir. Queremos uma cidade turística, explorando nosso potencial, integrando-nos à outras cidades da região e assim criando um pólo turístico no interior do estado? Ou queremos uma cidade industrial, com a geração de empergos, investimento em infra-estrutura, descontos fiscais para atrair empresários com capital para investir e fomentar o crescimento da cidade?
Enquanto isso, a culpa continua sendo do IBGE...
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Desfile cívico ou político?
Barra Bonita, 10/outubro/2007
Após muitos anos sem ser realizado, aconteceu pelo segundo ano consecutivo no último dia sete de setembro o desfile em homenagem ao Dia da Indepêndencia em nossa Barra Bonita. Idealizado em 2006 pelo bombeiro André Luís dos Santos, e abraçado pela administração municipal como um todo, o evento surpreendeu, após o fracasso do show realizado pela Cicrabb (1).
Após as apresentações oficiais, entoação dos hinos Nacional e à bandeira, do desfile militar, onde até a guarda municipal recém criada foi apresentada devidamente uniformizada e motorizada - pagando até mico (2) -, veio o desfile civil. Talvez já prevendo a chatisse que estava por vir, o responsável pelo som tocou axé, algo comum a qualquer intervalo em evento, mas não em um desfile como aquele.
Antes porém, devemos aqui parabenizar professores, alunos e demais responsáveis pelas apresentações, estavam impecáveis na criatividade, na alegria, no orgulho por participar, e por que não, pela paciência, devido ao sol e calor intensos.
Mas algo de estranho aconteceu. A apresentação de programas sociais desenvolvidos, incluindo referência ao programa Bolsa Família do governo federal (3), apostilamento do ensino nas escolas municipais (4), faculdade gratuita (5), tomou caráter político. O desfile cansou o público, incluindo turistas que acompanharam o trajeto.
Ano que vem, não esqueçamos, é ano de eleições municipais. Que aconteça o desfile, com mais público, mais atrações. Que a Barra possa apresentar uma fanfarra decente. Mas por favor, não o tornem político.
(1). O show realizado pela Cicrabb com o grupo NXzero, foi questionado pela Camara Municipal de Barra Bonita mesmo após o envio da prestação de contas. Voltemos um pouco mais no tempo e relembremos também o famoso show realizado na administração do prefeito José Carlos de Melo Teixeira, quando em pról ao hospital trouxeram ninguém menos que o sertanejo Daniel, e tiveram um prejuízo enorme.
(2) A moto apesar de nova, afogou e deu trabalho ao seu condutor para funcionar.
(3) Em jornal recém distribuído na cidade, intitulado Cidade da Gente, propagandeando as ações do executivo municipal, em seu caderno B página 17, dizendo que antes de sua administração eram atendidas cerca de 500 famílias, e agora já são 1023. Numa análise simples, se mais pessoas dependem de programas de transferência de renda, significa que as pessoas estão passando por mais dificuldades que antes.
(4) Em qualquer país do mundo, o investimento em educação não se resume a apostilas, seria algo simples para fazer a educação ganhar qualidade. Sem um método confiável, não há como dizer que em apenas um ano houve uma revolução na educação de uma cidade por apenas ter adotado apostilamento. O investimento deve começar com uma política de longo prazo, remunerando e qualificando o educador, além de desenvolver programas culturais e atividades diversas que estimulem a criatividade dos estudantes. Cabe aqui uma crítica em forma de pergunta: quantos livros foram adquiridos pela Biblioteca Municipal, via Departamento de Cultura nesses quase 3 anos de mandato? E por que nas férias escolares, não são desenvolvidas atividades que incentivem a leitura?
(5) As escolas municipais são gratuitas. Por que ressaltar que a faculdade é gratuita? Aliás, quanto custa anualmente ao contribuinte a manutenção da mesma? E por que o executivo municipal foi multado em cerca de R$40.000,00 por contrata-la?
Paulo Xaparral - msn: pauloxaparral@hotmail.com
Após muitos anos sem ser realizado, aconteceu pelo segundo ano consecutivo no último dia sete de setembro o desfile em homenagem ao Dia da Indepêndencia em nossa Barra Bonita. Idealizado em 2006 pelo bombeiro André Luís dos Santos, e abraçado pela administração municipal como um todo, o evento surpreendeu, após o fracasso do show realizado pela Cicrabb (1).
Após as apresentações oficiais, entoação dos hinos Nacional e à bandeira, do desfile militar, onde até a guarda municipal recém criada foi apresentada devidamente uniformizada e motorizada - pagando até mico (2) -, veio o desfile civil. Talvez já prevendo a chatisse que estava por vir, o responsável pelo som tocou axé, algo comum a qualquer intervalo em evento, mas não em um desfile como aquele.
Antes porém, devemos aqui parabenizar professores, alunos e demais responsáveis pelas apresentações, estavam impecáveis na criatividade, na alegria, no orgulho por participar, e por que não, pela paciência, devido ao sol e calor intensos.
Mas algo de estranho aconteceu. A apresentação de programas sociais desenvolvidos, incluindo referência ao programa Bolsa Família do governo federal (3), apostilamento do ensino nas escolas municipais (4), faculdade gratuita (5), tomou caráter político. O desfile cansou o público, incluindo turistas que acompanharam o trajeto.
Ano que vem, não esqueçamos, é ano de eleições municipais. Que aconteça o desfile, com mais público, mais atrações. Que a Barra possa apresentar uma fanfarra decente. Mas por favor, não o tornem político.
(1). O show realizado pela Cicrabb com o grupo NXzero, foi questionado pela Camara Municipal de Barra Bonita mesmo após o envio da prestação de contas. Voltemos um pouco mais no tempo e relembremos também o famoso show realizado na administração do prefeito José Carlos de Melo Teixeira, quando em pról ao hospital trouxeram ninguém menos que o sertanejo Daniel, e tiveram um prejuízo enorme.
(2) A moto apesar de nova, afogou e deu trabalho ao seu condutor para funcionar.
(3) Em jornal recém distribuído na cidade, intitulado Cidade da Gente, propagandeando as ações do executivo municipal, em seu caderno B página 17, dizendo que antes de sua administração eram atendidas cerca de 500 famílias, e agora já são 1023. Numa análise simples, se mais pessoas dependem de programas de transferência de renda, significa que as pessoas estão passando por mais dificuldades que antes.
(4) Em qualquer país do mundo, o investimento em educação não se resume a apostilas, seria algo simples para fazer a educação ganhar qualidade. Sem um método confiável, não há como dizer que em apenas um ano houve uma revolução na educação de uma cidade por apenas ter adotado apostilamento. O investimento deve começar com uma política de longo prazo, remunerando e qualificando o educador, além de desenvolver programas culturais e atividades diversas que estimulem a criatividade dos estudantes. Cabe aqui uma crítica em forma de pergunta: quantos livros foram adquiridos pela Biblioteca Municipal, via Departamento de Cultura nesses quase 3 anos de mandato? E por que nas férias escolares, não são desenvolvidas atividades que incentivem a leitura?
(5) As escolas municipais são gratuitas. Por que ressaltar que a faculdade é gratuita? Aliás, quanto custa anualmente ao contribuinte a manutenção da mesma? E por que o executivo municipal foi multado em cerca de R$40.000,00 por contrata-la?
Paulo Xaparral - msn: pauloxaparral@hotmail.com
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